segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ilíada - Resumos dos cantos


Resumo dos Cantos

· Canto I – A peste e a Ira: É o décimo ano da guerra de Tróia. Aquiles e Agamémnone se desentendem devido a disputa sobre uma jovem cativa. Invocação às Musas. Crises, sacerdote de Apolo, vem ao campo dos Gregos para recuperar sua filha, que era escrava de Agamémnone. Não a conseguindo, e sendo até insultado pelo rei, pede a Apolo para ser vingado. Uma peste é então envidada a toda a tropa Grega. Aquiles convoca assembléia e Calcante, um adivinho, revela a causa da peste e indica o remédio: devolver a filha de Crises. Ocorre uma briga entre Agamémnone e Aquiles. Agamémnone devolve Criseide, mas leva Briseide, a escrava de Aquiles. Este, irado contra o ultraje, sai da guerra de Tróia. Tétis, sua mãe, a seu pedido, vai até Zeus para pedir que os gregos saiam perdedores na guerra para que todos vejam a falta que Aquiles faz. Zeus concede a Tétis que os Troianos saiam vencedores. Ocorre uma briga entre Hera e Zeus sobre o destino da guerra.

· Canto II - Sonho, Teste e Beócia ou O Catálogo das Naus: Odisseu impede uma revolta e os gregos se preparam para um ataque a Tróia. Zeus persiste na sua promessa a Tétis e envia um Sonho enganoso a Agamémnone de que este conquistaria Tróia. Agamémnone faz um teste com seus homens e os manda voltar para casa. Atena, enviada por Hera, inspira Odisseu a incitar os homens junto a Nestor para que eles se preparem para a batalha. Enumeração das naus e chefes dos Gregos e dos Troianos.

· Canto III - Juramentos, Muralhas de Observação e o Combate Singular de Alexandre e Menelau: Páris desafia Menelau para um duelo, propondo decidir o destino da guerra. Menelau vence, mas Páris sobrevive, salvo por Afrodite. Alexandre (Páris) provoca os Gregos mais fortes para que lutem com ele, mas acaba recuando diante de Menelau. Heitor o reprova veemente e Alexandre decide combater Menelau. É feito um juramento, sancionado por Príamo, que aquele que vencer a batalha levará Helena. Esta sobe a muralha do palácio e aponta a Príamo os heróis Gregos. No combate de Alexandre e Menelau, este último sai vencedor, no entanto Afrodite salva Alexandre e o leva aos braços de Helena, a salvo atrás das muralhas de Tróia. Helena o reprova e Agamémnone reclama vitória.

· Canto IV – A quebra do Juramento e Revista de Agamémnone: O pacto é quebrado pelos troianos e a guerra recomeça. Hera, na assembléia dos deuses, obtém de Zeus que a luta recomece entre os Gregos e Troianos e que estes últimos paguem pela derrota de Páris. Atena desce à Terra e faz com que Pândaro, o Lício, desrespeite o juramento, acertando Menelau com um a flecha. Atena salva a vida de Menelau que sai apenas ferido. As duas partes se preparam para a guerra e Agamémnone faz a revista de sua tropa, distribuindo elogios e reprovações. Começa uma batalha terrível, onde Ares e Apolo estão ao lado de Tróia e outras divindades ao lado dos Gregos.

· Canto V – Os feitos heróicos de Diomedes (Aristia de Diomedes): Diomedes realiza grandes prodígios, ferindo Afrodite e Ares. Atena convence Ares a abandonar a guerra aos homens e, assim, os Gregos sobrepujam as Troianos. Diomedes, ferido por Pândaro, e protegido por Palas Atena, se sobressai ainda mais. Lutando com Pândaro e Enéias, mata o primeiro e quase mata o segundo, que é salvo por Afrodite. No entanto, Diomedes fere a própia Afrodite na extremidade de uma das mãos. Apolo cura Enéias e Ares volta ao combate, reanimando os Troianos. Os Gregos começam a perder e Hera e Atenas, os ajudam. Diomedes, ajudado por Atena, fere o próprio Ares, que vai ao Olimpo reclamar com Zeus da ousadia de Diomedes.

· Canto VI – O encontro de Heitor com Andrômaca (esposa de Heitor): Heitor retorna à Tróia para pedir que se tente apaziguar Afrodite. Encontra-se com esposa e filho e retorna à batalha junto de seu irmão Páris. O exército Troiano começa a se curvar diante das forças Gregas. Heitor vai, pelo conselho de Heleno, pedir ajuda à sua mãe que invoque a proteção de Atena para que ela retire Diomedes da guerra. Diomedes encontra-se com Glauco (general Troiano), e reconhecem que são descendentes de famílias amigas. Os heróis trocam armas. As mulheres Troianas seguem em procissão até o templo de Palas Atena. Heitor exorta Páris a retornar ao combate, e procura, então, sua esposa, Andrômaca, e a encontra perto das Portas Ceias.

· Canto VII – O combate singular de Heitor e Ajaz e a Remoção dos Mortos: Heitor duela com Ajax. A luta empata, interrompida pela noite. O retorno de Heitor e de Páris dá vantagem aos Troianos. Heleno, inspirado por Atena e Apolo, aconselha Heitor a pelejar com o melhor entre os Gregos, mas nenhum dos Gregos se manifesta. Com o apelo de Nestor, nove heróis se apresentam, sendo Ajaz Telamônio escolhido. Ele e Heitor lutam até o anoitecer, quando há uma trégua. Decide-se, então, enterrar os mortos e os Gregos aproveitam para fazer um muro diante dos navios. Posido se ofende com este trabalho.

· Canto VIII – A luta interrompida : Os deuses se retiram da batalha. Zeus proíbem futuras intervenções dos deuses na guerra e vai ao Monte de Ida assistir aos combates. Os troianos, então, sobrepujam os Gregos. Diomedes tenta, sem sucesso, recuperar a vitória para os Gregos. Estes são empurrados até suas naves. Hera e Atena, descendo para ajudar os Gregos, são impedidas por Zeus, enviando Íris, que as obriga a voltar o Olimpo. A noite interrompe a batalha.

· Canto IX – Honra para Aquiles e Preces : Agamémnone tenta se reconciliar com Aquiles, mas este recusa. Agamémnone forma um conselho e sugere, desesperado, o retorno à Grécia. Diomedes e Nestor o acusam de covardia e de injustiça com o melhor dos Gregos, Aquiles. Agamémnone concorda e resolve devolver Briseide a Aquiles junto com uma grande recompensa. É enviada uma comissão, composta por Odisseu, Ajaz e Fênice, a Aquiles. Odisseu e Fênice conversam com Aquiles, que se mostra inflexível. Diomedes reanima os Gregos.

· Canto X – Os feitos de Dalão (Dolonéia) : Diomedes e Odisseu saem em missão de espionagem e atacam o acampamento troiano. Agamenon e Menelau, sem conseguir dormir, vão acordar os chefes Gregos novamente e resolvem enviar espiões para o campo dos Troianos. Diomedes vai com Odisseu e no caminho encontram Dolão, um Troiano que tinha sido enviado para espionar os Gregos. Os dois Gregos prendem Dolão, exigindo que ele lhes conte os planos dos Troianos, e depois o matam. Vão, então, matar Reso, chefe da Trácia, e seus soldados recém-chegados com novos corcéis. Estes, os dois Gregos roubaram. Retorno de Diomedes e Odisseu ao acampamento Grego.

· Canto XI – Os feitos de Agamémnone (Aristia de Agamémnone) : Páris fere Diomedes, e Pátroclo fica sabendo da desastrosa situação grega. Logo que surge a aurora, Agamémnone prepara seu exército para o combate. Do outro lado, Heitor caminha contra as tropas dos Gregos. Heitor, aconselhado por Zeus, se retira da luta até Agamémnone fazer o mesmo. Este realiza feitos heróicos e mata muitos Troianos. É, no entanto, ferido e tem de deixar a batalha. Os Troianos retomam a vantagem e os principais Gregos são feridos: Odisseu, Diomedes e o médico Macáon. Nestor, então, suplica a Aquiles que volte a batalha ou que Aquiles empreste sua armadura para Prátoclo poder lutar. Pátroclo ajuda Eurípilo, ferido na guerra.

· Canto XII – O ataque aos Muros: Retirada grega até as naus. Heitor e os Troianos encurralam os Gregos para trás do fosso e do muro. Polidamante (vidente Troiano, conselheiro de Heitor) sugere que os Troianos avancem a pé pelo fosso e Heitor concorda. Polidamante tem um mau presságio, mas Heitor caçoa disto e eles continuam a avançar. Os Gregos, e principalmente os dois Ajazes, defendem bravamente o acampamento. Depois de uma luta indecisa, os Troianos fazem uma brecha na muralha, mas não conseguem passar. Heitor então quebra o portão e muitos Troianos encurralam os Gregos em seus navios.

· Canto XIII – A luta junto aos Navios: Poséidon se apieda dos gregos e os motiva. “Enquanto Zeus se vira e olha para outras regiões, Posido vai até a planície de Tróia. Disfarçado, ora com Calcante, ora com generais Gregos, incita-os coragem para guerrear. Os Gregos se fortalecem e começam a se sobressair. Idomeneu e Meríones defendem a esquerda dos navios e os dois Ajazes a direita. Um sangrento combate se dá, onde Gregos e Troianos morrem. Idomeneu, combatendo Enéias, faz prodígios na batalha. Os Troianos começam a recuar, mas Heitor decide continuar a luta. Ajaz Telamônio desafia Heitor e aparece um bom presságio para os gregos.”

· Canto XIV – Engano de Zeus: Hera adormece a Zeus, permitindo a reação grega. Nestor, que cura Macáone, sai para ver uma gritaria e encontra Agamémnone, Odisseu e Diomedes feridos. Então, fazem uma reunião e Agamémnone decide fugir. Odisseu é contra e Diomedes sugere voltar ao combate. Posido acalma Agamémnone. Hera, então, se prepara para seduzir Zeus. Pedindo emprestado um cinto de Afrodite e pedindo ajuda ao Sono, acaba conseguindo adormecer o esposo. Posido insufla força aos Gregos, que ganham vantagem. Ajaz fere Heitor, que se retira da batalha. Os Gregos expulsam os Troianos para longe dos navios, e Ajaz, o Olieu, os persegue com muito furor.

· Canto XV – A revanche rumo aos navios: Zeus acorda e impede que Poséidon continue interferindo. Os troianos retomam a vantagem no combate. Zeus, acordando, percebe que foi enganado por Hera. Depois de ameaçá-la e relatar-lhe todos os acontecimentos até o final da batalha, ordena-lhe que vá ao Olimpo e envie Íris e Apolo para ajudar os Troianos. Ares toma conhecimento da morte do seu filho, Ascálafo, mas Atena o consola. Íris vai pedir a Posido que se retire da batalha e Apolo cura Heitor, que retorna com toda força ao acampamento dos Gregos, com Apolo na frente das falanges Troianas. Pátroclo deixa Eurípilo e vai implorar ajuda a Aquiles. Os Gregos fazem uma defesa desesperada enquanto Heitor se repara para incendiar o navio de Protesilau.

· Canto XVI – Os feitos de Pátroclo (Patrocléia) : Pátroclo pede a armadura a Aquiles e permissão para entrar na luta. Aquiles concede, porém Pátroclo é morto por Heitor. Pátroclo implora pelas armas de Aquiles, que as concede, mas com a condição de apenas proteger os navios Gregos e de não levar mais adiante a ofensa contra os Troianos. O navio de Protesilau é incendiado. Quando Pátroclo surge com o exército dos Mirmídones, os Troianos o confundem com Aquiles. Sarpédone é morto por Pátroclo e grande luta é feita ao redor do seu corpo. Fogem, então, os Troianos. Pátroclo se esquece da promessa a Aquiles e os persegue até às muralhas de Tróia. Apolo defende Tróia e reanima Heitor, que marcha contra Pátroclo. Este faz grande chacina, mas acaba sendo desarmado por Apolo e morto por Heitor. Heitor e Pátroclo coversam.

· Canto XVII – Os feitos Heróicos de Menelau (Aristia de Menelau) : Há uma disputa pelo corpo e armadura de Pátroclo. Heitor fica com a armadura e Ajax com o corpo. Menelau mata Euforto, que tenta levar as armas de Pátroclo. Então, chama Ajaz para defender o cadáver da investida de Heitor e este último cede. No entanto, retorna animado por Glauco e pelos melhores Troianos. Ocorre longa luta ao redor do cadáver de Pátroclo. Os cavalos de Aquiles são feridos e Zeus tem piedade. Apolo ajuda os Troianos e Atenas os Gregos. Com os Gregos em desvantagem, Ajaz pede auxílio a Zeus. Menelau manda Antíloco avisar Aquiles da desgraça. Menelau e Meríones acabam por conseguir pegar o corpo de Pátroclo, protegidos pelos Ajazes.

· Canto XVIII – A feitura das armas : Aquiles fica sabendo da morte de Pátroclo, e sua mãe lhe providencia uma nova armadura. Aquiles se desespera diante da notícia da morte de Pátroclo. Sua mãe, Tétis, o consola, prometendo-lhe uma nova armadura, feita pelo próprio Hefesto. Aquiles sai de sua tenda e afugenta os Troianos apenas com seus gritos e aspecto terrível. Os Gregos passam a noite lamentando a morte de Pátroclo. Tétis vai à casa de Hefesto e recebe a descrição das novas armas de Aquiles.

· Canto XIX – A renúncia à Ira : Aquiles, de armadura nova e reconciliado com Agamémnone, se junta à guerra. Tétis entrega as novas armas a seu filho e cuida do corpo de Pátroclo. Aquiles convoca uma assembléia, declara seus sentimentos e pede para retornar à batalha. Agamémnone reconhece das mãos de Odisseu. Atena lhe infunde grande força, ele veste sua armadura e sobe em seu carro. Xanto, seu cavalo, lhe prevê a morte em breve, logo após matar Heitor.

· Canto XX A luta dos deuses - : Batalha furiosa, da qual participam livremente os deuses. É convocado o conselho universal dos deuses. Zeus diz que todos os deuses estão livres para tomar o partido de quem bem lhes aprouver na guerra. Os deuses se espalham pelo campo de batalha. Apolo aconselha Enéias a se valer contra Aquiles e Posido sugere que os deuses apreciem a batalha. Antes de Enéias morrer, Posido o salva. Furioso, Aquiles mata muitos Troianos, inclusive Polidoro, filho caçula de Príamo. Heitor, vingando seu irmão, quer lutar com Aquiles, mas Apolo o impede. Depois de Aquiles matar vários Troianos, Heitor ataca.

· Canto XXI – A luta junto ao Rio : Aquiles chega aos portões de Tróia. Os Troianos fogem. Licáone, filho de Príamo, morre. Alguns Troianos fogem para dentro do Rio Xanto e há ali uma chacina. Aquiles luta contra o Rio Xanto. Posido e Atena encorajam Aquiles. Hera envia seu filho, Hefesto, para livrar Aquiles das ondas de Xanto. Os deuses lutam uns contra os outros. Depois retornam ao Olimpo, menos Apolo, que fica cuidado dos Troianos. Estes entram pelas muralhas de Tróia. Agenor e Aquiles lutam.

· Canto XXII – A retirada de Heitor : Aquiles duela com Heitor e o mata. A seguir, desonra seu cadáver, arrastando-o ao acampamento grego. Aquiles, percebendo a farsa de Apolo, que havia se disfarçado de Agenor, luta com Heitor. Este permanece do lado de fora dos muros de Tróia, mesmo com os rogos da mãe e do pai. Ao chegar Aquiles, no entanto, Heitor foge com medo e os dois dão três voltas ao redor da cidade. Zeus pesa numa balança o destino dos heróis e a sorte de Heitor é lançada. Atena desce à terra para ajudar Aquiles e engana Heitor e o leva para junto dos navios para sepultar Pátroclo. Os parentes de Heitor se desesperam.

· Canto XXIII - Prêmios em honra de Pátroclo : Pátroclo é velado adequadamente. Aquiles e os guerreiros fazem honras ao corpo de Pátroclo e há um banquete em sua homenagem. À noite, a sombra aparece a Aquiles. Pela amanhã uma grande pira é preparada para o corpo do amigo e várias vítimas são sacrificadas junto. Doze jovens Troianos são imolados. Aquiles conclama aos Ventos para ajudar e o fogo queima durante a noite toda. No dia seguinte, as cinzas são colocadas numa urna de ouro e um túmulo é construído para Pátroclo. Iniciam-se os jogos em homenagem a Pátroclo. São feitas grandes disputas entre os Gregos em diversas modalidades pelos prêmios valiosos que Aquiles oferece.

· Canto XXIV – O resgate de Heitor : Príamo pede o cadáver do filho e Aquiles, comovido, cede. Heitor é devidamente velado em Tróia. Aquiles, ainda muito triste com a morte do amigo, ultraja o corpo de Heitor todo dia, dando três voltas ao redor do túmulo de Pátroclo. Os deuses, principalmente Apolo, se indignam com tamanho ultraje e pedem a Zeus que o faça parar. Zeus, então, envia Tétis para acalmar Aquiles e Íris para dizer a Príamo que pague um resgate pelo corpo do seu filho. Príamo concorda e é conduzido por Hermes até a tenda de Aquiles, que o recebe muito bem, aceitando os presentes e devolvendo o corpo de Heitor. Aquiles concede onze dias de luto pela morte de Heitor. Tristeza das mulheres de Tróia, Hécuba, Andrômaca e Helena. É feita uma fogueira no túmulo de Heitor.

2 comentários:

  1. Não é por nada não mas acho que você vai criar um péssimo hábito de leitura nos visitantes do seu blog ;*

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  2. "Não é por nada não mas acho que você vai criar um péssimo hábito de leitura nos visitantes do seu blog"

    Vai mesmo começando por mim =D

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