quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Conflito árabe-israelense

. . . . A chamada terra prometida se estende aproximadamente do mar Mediterrâneo ao Rio Jordão. Nela vivem 5 milhões de judeus e 4,5 milhões de árabes. Os judeus chamam essa terra de Israel. Os árabes a chamam de Palestina. Ambos acreditam que a terra lhes pertence. Com toda razão. Tanto judeus quanto árabes merecem viver nessa terra.
. . . . Para os judeus historicamente esse foi um reino onde judeus viveram por muitos séculos e que só após as revoltas contra os romanos, a terra, Judéia, recebeu dos romanos o nome de Palestina. Desde a destruição romana, os judeus têm orado para retornar a essa terra. Eles oram três vezes ao dia voltados para Jerusalém, que é a sua cidade mais sagrada. Após séculos de trágicas cruzadas, pogroms, e por fim o Holocausto, este povo só estará a salvo de maiores perseguições se existir um Estado Judeu independente. E eles merecem um Estado. O mundo deve isso a todos os judeus.
. . . . Mas também os árabes habitaram o local por séculos. Suas presenças aumentaram significativamente após a conquista mulçumana no século VII. As vidas e tradições dos habitantes são muito ligadas aos lugares desta terra, onde muitos tiveram ancestrais por inúmeras gerações. Jerusalém é um centro cultural, social e religioso para a população árabe. Na Palestina ficam as Mesquitas de al-Aqsa e de Omar, o 3º lugar mais sagrado para os mulçumanos.
. . . . Ambos têm direitos sobre essa terra. Ambos os direitos são amplamente reconhecidos pela comunidade das nações. Mas o que nos preocupa – ou deveria nos preocupar - é que nenhum dos lados irá desaparecer amanhã. Nem os 5 milhões de habitantes judeus, nem os 4,5 milhões de árabes. O que fazer então? Quem deve ficar com a terra prometida? A menininha judia do lado esquerdo da foto ou a mulçumana do lado direito? Mesmo que tenhamos uma opinião particular sobre quem deveria ficar com a terra essa opinião é irrelevante, pois cada um deles acha que merece mais a terra do que o outro. Não faltam grupos radicais dos dois lados para lutar com unhas e dentes pelo direito a essa terra. E assim vem ocorrendo uma destruição mútua que iniciou no fim no século XIX e que não tem previsão de cessar.
. . . . A discussão sobre o que deve ser feito a respeito também é antiga e é sobre ela que eu gostaria de falar. Mas em ua próxima postagem. Por enquanto proponho apenas uma reflexão sobre o assunto.

2 comentários:

  1. Adorei essa iniciativa de abrir esse blog para discussão de assuntos menos poéticos e mais acadêmicos

    Muito bom garota ;)

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  2. Eles podiam dividir e cada um fica com metade. O que não dá é para eles continuarem se matando.

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