Teogonia - A origem dos Deus

Resumo dos cantos
Canto I – Proêmio: hino às Musas
Hesíodo, após uma invocação às Musas, relata como as deusas inspiram seu canto ao cuidar de ovelhas perto do monte Hélicon (versos 1-35). Origem das Musas, filhas de Zeus (versos 36-115).
Canto II – O deuses primordiais
Origem dos primeiros deuses que são a personificação dos elementos primordiais do universo (versos 116-153): Caos, o vazio, Gaia, a Terra, Tártaro, a escuridão, Eros, atração amorosa. Seus descendentes imediatos são também citados: o Dia (Hemêra) e Éterque surgem do coito entre a Noite (Nix) e Érebos. A terra pariu igual a si mesma o Céu (Urano). Do coito entre a Terra e o Céu surgiram os deuses Oceano, Coiós, Crios, Hipérion, Jápeto, Teia, Réia, Têmis, Memora, Febe e Tétis. Surgiram ainda os ciclopes Trovão, Relâmpago e Arges e os hecatônquiros Coto, Briareu e Giges.
Canto III – História do Céu e de Crono
Tão logo cada um dos deuses nascia e o Céu (Urano) ocultava-os da cova da mãe Terra (Gaia) privando-os de luz. Os filhos ao pai odiavam. Incentivado pela mãe Crono, com a foice na mão, arranca do pai o pênis e o lança a esmo que cai no mar formando branca espuma que dá origem a Afrodite. Os respingos de sangue caem na Terra gerando mais seres mitológicos. Céu apelidas os filhos de Titãs e promete dar castigo.
Canto IV – Os filhos da Noite
Os descendentes da Noite (Nix) surgem: Lote, Sorte negra, Morte (Tânato), Sono (Hipno), Sonho (Oneiro), Miséria, Escárnio, as Hespérides, Nêmesis, Engano, Amor, Velhice e Éris. Tão logo os mortais surgem e recebem os haveres de bem e de mal. Éris deu origem a Fome, Fadiga, Olvidor, Dores, Batalhas, Combates, Massacres, Homicídios, Litígios, Mentiras, Falas, Disputas, Desordem, Derrota e Juramento.
Canto V – A linhagem do Mar
O Mar gera Nereu, Espanto, Fórcis, Ceto e Euríbia. De Nereu nasceram cinqüenta virgens entre elas Tétis[1]. Ambarina pariu Íris e as harpias Procela e Alígera. Vários outros deuses surgem descendentes do Mar, como Górgonas, Euríale e Medusa. Dela, quando Perseu lhe decapitou o pescoço surgiram o grande Aurígládio, que com o gládio[2] de ouro nas mãos nasceu, e o cavalo Pégaso, que ao pé das águas do Oceano nasceu. Pégaso habita o palácio de Zeus e Aurigládio gerou Gerioneu de três cabeças que foi morto por Héracles. Surge também criaturas terríveis como Víbora semininfa, Ortro, Cérbero, Hidra, Cabra de três cabeças (leão, cabra e serpente) e Serpente.
Canto VI - A linhagem do Céu
Tétis[3] gerou de Oceano os rios Nilo, Alfeu, Erídano, Reso dentre outros. Pariu também a sagrada geração de filhas, quarenta e uma filhas mais velhas e muitas outras que totalizam três mil. De Teia e Hipérion surge o grande Sol, a Lua brilhante e também Aurora. Euríba unida a Crios gerou o grande Astreu, Palas e Perses sábio. De Aurrora surge Astreu, Zéfiro, Bóreas, Notos, Estrela da Manhã e todos os astros brilhantes. Zeus é o pai dos deuses e dos homens e reina.
Canto VII – Hino a Hécate
Febe fecundou Coios em amor gerando Leto. Astéria deu a luz a Hécate a quem Zeus concedeu esplêndidos dons.
“Hoje ainda, se algum homem sobre a terra com belos sacrifícios conforme os ritos propicia e invoca Hécate, muita honra o acompanha facilmente” (versos 416 – 419). A deusa concede vitória e glória aos mortais que lhe invocam. Os filhos da Terra e do Céu recebiam lotes na terra e honras.
Canto VIII – O nascimento de Zeus
Réia submetida a Crono pariu brilhantes filhos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Treme-terra (Posido) e o sábio Zeus. Engolia-os o grande Crono assim que nasciam para que não existisse entre os imortais, deus que lhe tirasse o trono, pois soube da Terra e do Céu que lhe era destino por um filho ser submetido apesar de poderoso.
Réia ao saber que estava grávida de Zeus pediu aos seus pais, Terra e Céu, que oculta o parisse e em troca do filho deu a Crono uma pedra. Zeus recebeu de Métis uma poção graças à qual Crono vomita todos os filhos engolidos. Junto com outros aliados, Zeus iniciou a Titanomaquia, guerra com os titãs, onde os Olímpicos foram os vencedores. Zeus livra também os tios paternos Trovão, Relâmpago e Arges, filhos de Céu que em agradecimento lhe concedem o trovão, o raio flamante e o relâmpago.
Canto IX – História de Prometeu
Jápeto desposou Clímene e geraram Atlas que pariu Menécio, Prometeu e Epimeteu.
Por ter entregue ao homem o fogo, Zeus manda prender Prometeu em cadeias dolorosas e mandou uma águia lhe comer o fígado durante o dia, regenerando a noite. O filho de Alcmena, Héracles liberta o filho de Jápeto.
Canto X – A Titanomaquia
Os deuses Titãs e os filhos de Crono a muito combatiam em violentas batalhas. Os hecatônquiros* Coto, Briareu e Giges, aprisionados pelo pai, Céu, são libertados por Zeus a pedido da mãe, Terra, e em troca o ajuda na batalha contra os Titãs. Os deuses olímpios foram os vencedores.
Canto XI – Descrição do Tártaro
“Nove noites e dias uma bigorna de bronze/ cai do céu e só no décimo atinge a terra/ e, caindo da terra, o Tártaro nevoento. / E nove noites e dias uma bigorna de bronze cai da terra e só no décimo atinge o Tártaro” [versos 721 – 725].
Descrição do Tártaro. Local onde a treva nevoenta oculta os deuses Titãs por desígnios de Zeus. O Dia e a Noite revezam-se no Tártaro. Defronte fica o palácio de Hades e Perséfone guardado por um cão.
Canto XII – A luta contra Tifeu
Terra, amada por Tártaro, pariu Tifeu de cem cabeças de serpente quando Zeus expulsou do céu os Titãs.
“Naquele dia suas obras seriam incombatíveis/ e ele sobre mortais teria reinado/ se não o visse súbito o pai de homens e deuses”
Tifeu é lançado a Tártaro.
Canto XIII – Os deuses olímpios
Zeus desposa algumas deusas e surgem Horas, Eqüidade, Justiça e Paz, Partes, Fiandeira, Distributriz, Inflexível, Espledente, Agradábil, Festa, Perséfone, as Musas de áureos bandos, Apolo, Ártemis, Hebe, Ares, Hermes, Dionisio e Ilitia. Da própia cabeça Zeus criou Atena de olhos glaucos. Hera por raiva gerou Hefesto.
De Anfitrite e Treme-terra nasceu Tritão. De Ares e Citeráia surgiu Pavor e Temor e Harmonia.
Muitos mais deuses surgiram e habitam o olímpio.
[1] Existem duas deusas com este nome. Esta que citamos agora, filha de Nereu, é a mãe de Aquiles, uma das nereirdas. Esta foi criada por Hera e cuidou de Hefesto, deus do fogo, quando este foi atirado do Olimpo por Zeus, invejoso do filho de Hera.
[2] Espada curta de dois gumes.
[3] A outra Tétis (Thethis). É a mais antiga deusa do mar, filha de Urano e Gaia, a mais nova das titânidas. Ela é a personificação da fecundidade feminina do mar. Foi ela que criou Hera na infância e teve mais de três mil filhos com Oceano.
Canto I – Proêmio: hino às Musas
Hesíodo, após uma invocação às Musas, relata como as deusas inspiram seu canto ao cuidar de ovelhas perto do monte Hélicon (versos 1-35). Origem das Musas, filhas de Zeus (versos 36-115).
Canto II – O deuses primordiais
Origem dos primeiros deuses que são a personificação dos elementos primordiais do universo (versos 116-153): Caos, o vazio, Gaia, a Terra, Tártaro, a escuridão, Eros, atração amorosa. Seus descendentes imediatos são também citados: o Dia (Hemêra) e Éterque surgem do coito entre a Noite (Nix) e Érebos. A terra pariu igual a si mesma o Céu (Urano). Do coito entre a Terra e o Céu surgiram os deuses Oceano, Coiós, Crios, Hipérion, Jápeto, Teia, Réia, Têmis, Memora, Febe e Tétis. Surgiram ainda os ciclopes Trovão, Relâmpago e Arges e os hecatônquiros Coto, Briareu e Giges.
Canto III – História do Céu e de Crono
Tão logo cada um dos deuses nascia e o Céu (Urano) ocultava-os da cova da mãe Terra (Gaia) privando-os de luz. Os filhos ao pai odiavam. Incentivado pela mãe Crono, com a foice na mão, arranca do pai o pênis e o lança a esmo que cai no mar formando branca espuma que dá origem a Afrodite. Os respingos de sangue caem na Terra gerando mais seres mitológicos. Céu apelidas os filhos de Titãs e promete dar castigo.
Canto IV – Os filhos da Noite
Os descendentes da Noite (Nix) surgem: Lote, Sorte negra, Morte (Tânato), Sono (Hipno), Sonho (Oneiro), Miséria, Escárnio, as Hespérides, Nêmesis, Engano, Amor, Velhice e Éris. Tão logo os mortais surgem e recebem os haveres de bem e de mal. Éris deu origem a Fome, Fadiga, Olvidor, Dores, Batalhas, Combates, Massacres, Homicídios, Litígios, Mentiras, Falas, Disputas, Desordem, Derrota e Juramento.
Canto V – A linhagem do Mar
O Mar gera Nereu, Espanto, Fórcis, Ceto e Euríbia. De Nereu nasceram cinqüenta virgens entre elas Tétis[1]. Ambarina pariu Íris e as harpias Procela e Alígera. Vários outros deuses surgem descendentes do Mar, como Górgonas, Euríale e Medusa. Dela, quando Perseu lhe decapitou o pescoço surgiram o grande Aurígládio, que com o gládio[2] de ouro nas mãos nasceu, e o cavalo Pégaso, que ao pé das águas do Oceano nasceu. Pégaso habita o palácio de Zeus e Aurigládio gerou Gerioneu de três cabeças que foi morto por Héracles. Surge também criaturas terríveis como Víbora semininfa, Ortro, Cérbero, Hidra, Cabra de três cabeças (leão, cabra e serpente) e Serpente.
Canto VI - A linhagem do Céu
Tétis[3] gerou de Oceano os rios Nilo, Alfeu, Erídano, Reso dentre outros. Pariu também a sagrada geração de filhas, quarenta e uma filhas mais velhas e muitas outras que totalizam três mil. De Teia e Hipérion surge o grande Sol, a Lua brilhante e também Aurora. Euríba unida a Crios gerou o grande Astreu, Palas e Perses sábio. De Aurrora surge Astreu, Zéfiro, Bóreas, Notos, Estrela da Manhã e todos os astros brilhantes. Zeus é o pai dos deuses e dos homens e reina.
Canto VII – Hino a Hécate
Febe fecundou Coios em amor gerando Leto. Astéria deu a luz a Hécate a quem Zeus concedeu esplêndidos dons.
“Hoje ainda, se algum homem sobre a terra com belos sacrifícios conforme os ritos propicia e invoca Hécate, muita honra o acompanha facilmente” (versos 416 – 419). A deusa concede vitória e glória aos mortais que lhe invocam. Os filhos da Terra e do Céu recebiam lotes na terra e honras.
Canto VIII – O nascimento de Zeus
Réia submetida a Crono pariu brilhantes filhos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Treme-terra (Posido) e o sábio Zeus. Engolia-os o grande Crono assim que nasciam para que não existisse entre os imortais, deus que lhe tirasse o trono, pois soube da Terra e do Céu que lhe era destino por um filho ser submetido apesar de poderoso.
Réia ao saber que estava grávida de Zeus pediu aos seus pais, Terra e Céu, que oculta o parisse e em troca do filho deu a Crono uma pedra. Zeus recebeu de Métis uma poção graças à qual Crono vomita todos os filhos engolidos. Junto com outros aliados, Zeus iniciou a Titanomaquia, guerra com os titãs, onde os Olímpicos foram os vencedores. Zeus livra também os tios paternos Trovão, Relâmpago e Arges, filhos de Céu que em agradecimento lhe concedem o trovão, o raio flamante e o relâmpago.
Canto IX – História de Prometeu
Jápeto desposou Clímene e geraram Atlas que pariu Menécio, Prometeu e Epimeteu.
Por ter entregue ao homem o fogo, Zeus manda prender Prometeu em cadeias dolorosas e mandou uma águia lhe comer o fígado durante o dia, regenerando a noite. O filho de Alcmena, Héracles liberta o filho de Jápeto.
Canto X – A Titanomaquia
Os deuses Titãs e os filhos de Crono a muito combatiam em violentas batalhas. Os hecatônquiros* Coto, Briareu e Giges, aprisionados pelo pai, Céu, são libertados por Zeus a pedido da mãe, Terra, e em troca o ajuda na batalha contra os Titãs. Os deuses olímpios foram os vencedores.
Canto XI – Descrição do Tártaro
“Nove noites e dias uma bigorna de bronze/ cai do céu e só no décimo atinge a terra/ e, caindo da terra, o Tártaro nevoento. / E nove noites e dias uma bigorna de bronze cai da terra e só no décimo atinge o Tártaro” [versos 721 – 725].
Descrição do Tártaro. Local onde a treva nevoenta oculta os deuses Titãs por desígnios de Zeus. O Dia e a Noite revezam-se no Tártaro. Defronte fica o palácio de Hades e Perséfone guardado por um cão.
Canto XII – A luta contra Tifeu
Terra, amada por Tártaro, pariu Tifeu de cem cabeças de serpente quando Zeus expulsou do céu os Titãs.
“Naquele dia suas obras seriam incombatíveis/ e ele sobre mortais teria reinado/ se não o visse súbito o pai de homens e deuses”
Tifeu é lançado a Tártaro.
Canto XIII – Os deuses olímpios
Zeus desposa algumas deusas e surgem Horas, Eqüidade, Justiça e Paz, Partes, Fiandeira, Distributriz, Inflexível, Espledente, Agradábil, Festa, Perséfone, as Musas de áureos bandos, Apolo, Ártemis, Hebe, Ares, Hermes, Dionisio e Ilitia. Da própia cabeça Zeus criou Atena de olhos glaucos. Hera por raiva gerou Hefesto.
De Anfitrite e Treme-terra nasceu Tritão. De Ares e Citeráia surgiu Pavor e Temor e Harmonia.
Muitos mais deuses surgiram e habitam o olímpio.
[1] Existem duas deusas com este nome. Esta que citamos agora, filha de Nereu, é a mãe de Aquiles, uma das nereirdas. Esta foi criada por Hera e cuidou de Hefesto, deus do fogo, quando este foi atirado do Olimpo por Zeus, invejoso do filho de Hera.
[2] Espada curta de dois gumes.
[3] A outra Tétis (Thethis). É a mais antiga deusa do mar, filha de Urano e Gaia, a mais nova das titânidas. Ela é a personificação da fecundidade feminina do mar. Foi ela que criou Hera na infância e teve mais de três mil filhos com Oceano.
Nõ vou mais precisar ler o livro. Você já contou a história toda pra mim né? =)~
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