domingo, 14 de dezembro de 2008

A Revolução dos bichos - Parte II


Resumo da narração d'A Revolução dos bichos de Geroge Orwel - Parte II
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. . . .Outros animais que confessaram ter feito algum tipo de irregularidade também foram mortos pelos cães de Napoleão. Tudo sem o mínimo julgamento. Horrorizados os bichos questionaram se não tinha um mandamento que dizia que animal algum poderia matar a outro, mas Garganta os lembrou que o mandamento na verdade era que nenhum animal matará a outro, sem motivo. Ficou-se sabendo com os porcos dormiam nas camas e usavam os objetos que outrora pertenceram a Jones. O moinho foi concluído e se chamaria “Moinho Napoleão”. Os animais passaram a trabalhar como escravos e tinham a impressão de que trabalhavam bem mais do que na época de Jones e comiam também bem menos, mas de acordo com os dados estatísticos de Garganta tudo estava melhor do que nunca. Sansão amanheceu doente certo dia a aposentou-se um mês antes do previsto. Uma carroça veio buscá-lo e nela dizia “Alfred Simmonds, Matadouro de Cavalo”. Garganta explicou que aquela era a antiga carroça do carniceiro, mas o veterinário a comprou e era para o hospital que Sansão iria. Claro que os porcos não venderiam Sansão para o carniceiro. No dia seguinte, não se sabe com que dinheiro, os porcos compraram uma caixa de uísque. Foi proclamada República na Granja dos bichos. Apareceu apenas um candidato a presidente, Napoleão que foi eleito por unanimidade. Os bichos reclamavam de nunca terem visto nem os porcos nem os cachorros trabalhando. A verdade é que os porcos e os cachorros não produziam se quer um grama de alimento com seu trabalho, mas havia sempre um bocado deles com o apetite bem em forma. Quanto os outros a vida continuava a mesma. Andavam com fome, dormiam em cama de palhas, no inverno sofriam com o frio e no verão com as moscas. Mesmo assim prevalecia o sentimento de honra por fazerem parte da Granja dos Bichos, a primeira e única em toda a Inglaterra, de propriedade dos animais e por eles administrada. Todos os bicos eram iguais e isso é o que lhes mantinham de pé. Até que um dia os bichos viram, horrorizados, os porcos todos caminhando com as duas patas traseiras. O silêncio foi quebrado pelas ovelhas que baliam: quatro pernas bom, duas pernas melhor. Na parede agora nada mais havia, senão um único mandamento: todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que outros. Depois disso os porcos que supervisionavam o trabalho dos outros animais estavam sempre com chicotes nas patas. Alguns granjeiros vizinhos foram convidados a ir a Granja dos Bichos. Ninguém conseguia ao certo distinguir os que estavam ali. De fato, era impossível definir quem era homem e quem era porco.

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