sábado, 31 de janeiro de 2009

A metarmofose - Franz Kafka

Priemira edição do livro.
. . . .Novela publicada em 1915 do escritor de ficção Franz Kafka, A metamorfose é dividida em três grandes partes e recebe forte influência das obras O duplo de Dostoiévski, O capote e O nariz de Gogol. A história começa quando o caixeiro-viajante Gregor Samsa acorda em seu quarto e descobre que está metamorfoseado em num inseto monstruoso.
. . . .O despertar era, para Franz Kafka, o instante mais perigoso do dia, mais perigoso do que o próprio ato de adormecer. N’O processo (a melhor de suas obras em minha opinião), o personagem principal Joseph K. também desperta de sonhos intranquilos e se descobre em uma situação no mínimo absurda – assim como na história de Gregor Samsa - que é o perigo a que estamos submetidos ao acordar de acordo com Kafka.
. . . .De início Gregor não acredita viver aquela situação mas em seguida tem uma fácil aceitação de sua nova forma - tentativa de fuga à realidade imediatamente refutada por um dado concreto bastante típica das histórias de Kafka (também acontece em O processo). O quarto de Gregor é o centro arquitetônico e narrativo da obra, o próprio Gregor é o centro da casa, é a única fonte de renda da decadente família burguesa que contraiu uma enorme dívida. A dívida é entre o pai e chefe de Gregor que lhe cedeu o emprego a fim de que ele sanasse a dívida. Como centro da casa, é inevitável que a mudança de Gregor mude também toda a rotina e a vida das pessoas da casa. O pai volta a trabalhar, a irmã arruma um emprego, a mãe passa a atender inquilinos já que agora alugam quartos na própria casa onde habitam. Há também uma metamorfose psicológica nos personagens do livro. Com o tempo livre que tem agora Gregor passa a pensar mais na sua vida e no seus sentimentos. A família que antes era tão preocupada com Gregor passa a ter repulsa por ele, chegam a afirmar que ele é um peso que têm que carregar. A morte dele, anunciada pela empregada, causa alívio a todos que saem a título de comemoração.

Mudanças no uso do hífen em palavras com prefixos

. . . .A não ser pelas exceções que serão estabelecidas nas regras seguintes, geralmente em palavras compostas com prefixos ou falsos prefixos usa-se hífen se o segundo elemento começa por h. Exemplos:
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anti-histórico, sepur-homem, multi-horário, mini-habitação
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Atenção: quando se usam os prefizos des- e in- caem o h e o hífen. Exemplo: desumano, inabitável, desonha, inábil.
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1) Passa a se usar hífen entre o prefixo e o segundo elemento quando o prefixo termina na mesma vogal pela qual começa o segundo elemento:
antiinflamatório passa a ser anti-inflamatório
teleeducação passa a ser tele-educação
neoortodoxia passa a ser neo-ortodoxia
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Atenção: o prefixo co- se aglutina com segundo elemento começado por o. Exemplos: coordenação, coobrigação. O prefixo re- se aglutina com palavras começadas por e. Exemplos: reeleição, reestudar, reerguer.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Mudanças no uso do hífen em palavras compostas

. . . .Usa-se hífen em palavras compostas cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal compõem uma unidade sintática e de significado e mantêm cada um sua acentuação própria (o primeiro elemento pode estar em forma reduzida). Exemplos:
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ano-luz, arco-íris, decreto-lei, médico-ortopedista, segundo-tenente, guarda-noturno, mato-grossense, afro-brasileiro, quarta-feira, vermelho-claro, priemria-dama, conta-gotas, marca-passo, tira-teima, bota-fora, etc.
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Atenção: existem exceções. Alguns compostos , nos quais se perdeu em certa medida a noção de composição, se grafam aglutinadamente. Estes compostos são:
girassol, madrassilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista.
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. . . .Os demais, mesmo que tenham perdido a mesma medida de noção de composição continuam sendo grafados separados com hífem: para-lama, para-brisa, lero-lero, marca-passo, tira-teima, cata-vento, passa-tempo, etc.
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. . . . Regras que já são vigentes na prártica e que agora estão definidas:
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a) Em nomes de lugares geográficos, os topônimos, usa-se hífen com os prefixos Grão- e Grã-, em nomes cujo primeiro elemento é verbal e quando os elemenstos estão ligados por artigos:
Grão-Pará, Grã-Bretenha, Passa-Quatro, Trás-os-Montes, Todos-os-Santos
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b) Têm hífen palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas:
.couve-flor, erva-doce, andorinha-do-mar, bem-te-vi, leão-marinho
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c) Usa-se hífen, e não travessão, entre elementos que formam não uma palavras mas um encadeamento vocabular:
.ponte Rio-Niterói, Alsácia-Lorena , Liberdade-Igualdade-Fraternidade
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A respeito das mudanças no uso do hífen

. . . . A respeito das mudanças no uso do hífen devo dizer que de todas é a que mais precisarei dividir e subdividir para tentar ser o mais simples e objetiva possível. Sendo assim a princípio As mundanças no uso do hífen estarão divididas em quatro grandes grupos: Mudanças no uso do hífen em palavras compostas, Mudanças no uso do hífen em palavras compostas por prefixação, Mudanças no uso do hífen em palavras compostas por recomposição e Uso do hífen em locuções. Cada um desse grupos serão subdivididos conforme for a minha necessidade.
. . . . .Em breve, todas os esclarecimentos a respeito do uso do hífen!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Mudanças no uso do trema

. . . . Para alegria (ou para a tristeza) dos brasileiras o trema deixa de ser usado para assinalar a pronúnica do u em sílabas como güe, güi, qüe e qüi. Permanece em palavras estrangeiras e suas derivadas:
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agüentar passar a ser aguentar
freqüência passa a ser frequencia
tranqüilo passa a ser tranquilo
mülleriano continua mülleriano
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Atenção: mesmo sem o trema o u continua a ser pronunciado.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O encontro marcado de Fernando Sabino


“O RITMO do livro é muito bonito. E a história é ‘subjetiva’ sem a pieguice do ‘subjetivo’. O livro todo parece filmado em luz e rua. Por isso às vezes dá a impressão desconcertante da falta absoluta de ‘literatura’ – e então se sente que este é o mundo até sofisticado da literatura. O estratagema é quase uma ausência de estratagema.” Clarice Lispector


. . . Em tudo Clarice estava correta sobre o livro. O encontro marcado é um romance que nos passa em suas 284 páginas essa idéia de filmagem da vida de Eduardo Marciano que acontece basicamente nas cidades Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Isso se dá por Fernando Sabino ter escolhido como seu estratagema principal, como diz Clarice, a própria ausência de um estratagema. Tal acontecimento se intensifica com um final sem final.
. . . O narrador onisciente neutro retrata a vida de uma juventude que vivia na década de quarenta que está desesperadoramente e incansavelmente em busca de si mesma. Pensamentos como a verdadeira razão da vida estão constantemente no pensamento de Eduardo e de seus amigos Hugo e Mauro. Uma narração bem corriqueira e que muito possivelmente poderia se passar pela vida que qualquer adolescente atual. E é exatamente nesse ponto que a obra se torna tão bela e incomum. “História de adolescência e juventude, de prazeres fugidos, desespero, cinismo, desencanto, melancolia, tédio [...] num mundo desorientado” e acrescento que é história de amores não vividos, crimes não cometidos, metas não alcançadas e promessas não cumpridas. História de encontros e desencontros. História de uma brilhante boêmia intelectual com seus dramas interiores quem evoluem expondo os equívocos fundamentais que vinham frustrando sua existência e sufocando sua vocação.
. . . “De tudo ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar”. É a história atormentada de toda uma geração naquilo que ela tem de essencialmente dramático.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Mudanças na acentuação - Parte III

. . . .5) Nos verbos arguir e redarguir deixa-se de usar o acento agudo no u tônico nas flexões rizotônicas. Ou seja, nas quais o acento tônico cai em sílaba do radical, no caso argu e redargu. Exemplo:
argúo passa a ser arguo
redargúo passa a ser redarguo
argúis passa a ser arguis
redargúis passa a ser redarguis
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. . . .6) Nos verbos terminados em -guar, -quar, e -quir (como aguar, apaziguar, enxaguar, obliquar, delinquir,etc.), as flexões podem ser pronunciadas com acento tônico na sílaba do u ou, como no Brasil, na sílaba anterior. No primeiro caso o acento agudo do ú, no segundo, a vogal tônica da sílaba anterior recebe acento agudo. Exemplo:
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agúo passa a ser aguo ou águo
averigúo passa a ser averiguo ou averíguo
delinqúo passa a ser delinquo ou delínquo
apropinqúo passa a ser apropinquo ou apropínquo
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mudanças na acentuação - Parte II

. . . . 3) Não se usa acento gráfico (agudo ou circunflexo) em palavras paroxítonas para diferençá-las de outras palavras delas homógrafas. Alguns exemplos dessas palavras afetadas:
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pára (flexão de parar) e para (preposição) passam a ser --> para
pêlo (subst. masc.) e pelo (por + o) passam a ser --> pelo(s)
pêra(s) (subst. fem.) e pera (prep. = para) passam a ser --> pera(s)
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Atenção: o verbo pôr (infinitivo) e pôde (flexão na 3ª pes. sing. pret. perf. do verbo poder) mantêm o acento, diferenciando respectivamente de por (preposição) e de pode (flexão de 3ª pess. sing. do pres. indic.). Fica facultativo usar ou não acento circunflexo em fôrma (com o fechado) para diferenciar de forma (com o aberto).

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. . . . 4) Perdem o acento agudo as vogais tônicas i e u de palavras paroxítonas, quando antecedidas de ditongo. Exemplo:
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feiúra passa a ser feiura
baiúca passa a ser baiuca
boiúno passa a ser boiuno
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Atenção: mantém-se o acento quando a palavra é proparoxítona como em feiíssimo ou oxítona como em teiú(s).
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mudanças na acentuação - Parte I

. . . . .1) Os ditongos abertos tônicos éi e ói perdem o acento agudo quando em palavras paroxítonas. Exemplo:

idéia(s) passa a ser ideia(s)
epopéia(s) passa a ser epopeia(s)
heróico(s) passa a ser heroico(s)
diarréico(s) passa ser diarreico(s)
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Atenção: o acento só cai em ditongos em sílabas tônicas de palavras paroxítonas. Nas oxítonas ou proparoxítonas o acento permanece. Exemplo:
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herói(s) continua herói(s)
anéis continua anéis
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. . . . 2) Cai o acento circunflexo de palavras paraxítonas terminadas em ôo e em êem. Exemplo:
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vôo passa a ser voo
dêem passa a ser deem
enjôo passa a ser enjooo
vêem passa a ser veem
abençôo passa a ser abençoo
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Atenção: as flexões dos verbos vir e ter na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo mantêm o acento: têm e vêm (3ª pess. pl. do pres. do indic.) diferenciando das flexões de 3ª pessoa do singular tem e vem (3ª pess. do sing.), bem como nos derivados desses verbos, como mantém e mantêm, provém e provêm, retém e retêm, convém e convêm, etc.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Acordo Ortográfico de 1990

. . . . . Entrou em vigor no Brasil em janeiro de 2009 as mudanças na ortografia implementada pelo Acordo Ortográfico que demorou 18 anos para ser elaborado e finalmente sair do papel (e irem direto para o papel). O acordo foi firmado em 1990 e aprovado pelo Congresso em 1995. De acordo com a Folha Online, no Brasil as alterações atingem aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual é de 1,6%. Melhor para nós brasileiros que em tese teremos menor dificuldade para assimilar a nova gramática do português contemporâneo.
. . . . .Porém as regras ortográficas que constam no acordo serão obrigatórias inicialmente apenas em documentos dos governos. Entre 2010 e 2012 é o período de transição estipulado pelo MEC para a nova ortografia passar a ser obrigatória nas escolas e nos livros didáticos para todas as séries.
. . . .As mudanças alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema, sistematiza a utilização do hífen dentre outras coisas. E eu, como estudante de letras e com auxílio da nova Gramática do português contemporâneo de Celso Cunha e Lindley Cintra, publicarei aqui em algumas postagens (não sei ao certo quantas serão) uma guia rápido e simplificado para auxiliar aqueles que quiserem se adequar as novas normas o quanto antes for possível.
. . . . . Fique à Von!
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. . . . . . . Novo Alfabeto
. . . . .Ao alfabeto da língua portuguesa acrescem-se as letras K, W e Y, passando a ter então 26 letras. Letras que na prática já se usava como símbolos de medidas (km, kg ou W) e em palavras estrangieras e suas deviradas em português como Kant, kantiano, yin-yang, walkman etc.
. . . . .O novo alfabeto ficou disposto da seguinte forma:
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A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Conflito árabe-israelense II


. . . . Como foi dito anteriormente sobre o conflito entre os árabes e os israelenses, ambos os povos tem direito a esse terra, ambos os direitos são amplamente reconhecidos pela comunidade das nações e nenhum dos povos está disposto a abrir mão desse direito. E o que tem sido feito a respeito?
. . . . Antes de falarmos sobre o que tem sido feito é necessário pensarmos sobre o que pode ser feito a respeito. Quanto a isso temos quatro soluções possíveis para o conflito: 1) os árabes ficam com toda a terra; 2) os judeus ficam com toda a terra; 3) a criação de um Estado bi-nacional para judeus e árabes viverem juntos; 4) divisão da terra para criação de dois Estados para dois Povos.
. . . . As soluções 1 e 2 envolveriam a eliminação de um dos lados pelo força. Apenas um genocídio e deportação em larga escala poderia trazer tal cenário o que torna as duas primeiras opções inviáveis. Muito provavelmente optar por uma dessas soluções – se é que podemos chamá-las de soluções – faria com que ambos os lados lutassem entre si causando destruição mútua.
. . . . A solução 3, o Estado bi-nacional, poderia até soar atraente na teoria, mas irrevogavelmente seria impraticável dado o nível de tensão e ódio que existe entre as partes. Sem falar que esse tipo de solução contraria os anseios por autonomia e auto-determinação de cada um dos povos.
. . . . Sendo assim a única possibilidade de alcançar uma paz duradoura seria através da existência de dois Estados independentes, Israel e Palestina, vivendo lado a lado com fronteira seguras e mutuamente reconhecidas.
. . . . Essa foi a idéia proposta no Processo de Oslo, mas infelizmente todos nós sabemos onde ele chegou. Porém é importante se ter em mente que Oslo não falhou porque as suas premissas estavam erradas. Dois Estados para dois povos é a única chance de paz para região. Foram outros os motivos e cada lado costuma culpar o outro. Palestinos culpam a visita de Sharon ao Monte do Templo, os assentamentos de Israel na Cisjordânia e Gaza e os bloqueios israelenses com punições coletivas. Os judeus culpam a recusa de Arafat às propostas de Barak em Camp David, os atentados terroristas palestinos e os incitamentos dos palestinos à violência e ódio por meio da educação (veja a foto anexada de uma criança palestina vestida para guerra). Sintam-se a vontade para julgar quais atos você considera mais imorais e injustos ou quem tem razão aqui. Cada lado faz uma contagem diferente de sangue e culpas. Cada lado costuma escolher diferentes fatos para divulgar ou omitir. De qualquer forma, é importante ter em conta qua boa parte de ambos os lados perdeu a confiança e a crença no comprometimento do outro com a solução de dois estados, frustrando-se com o processo de Oslo.
. . . . A primeira coisa que pode e deve ser feita daqui em diante é combater a intolerância, pois existe gente dos dois lados que se recusa a aceitar os direitos humanos e nacionais do outro. Esses grupos precisam ser contestados de dentro. Tanto os palestinos quantos os israelenses devem dizer não aos seus própios membros intolerantes e as suas formas violentas de manter o conflito aceso. Devemos rejeitar os slogans “Islã = terrorismo” ou “Sionismo = racismmo” que põe toda a culpa num só lado. Algumas pessoas tentam manipular a opinião pública selecionando alguns fatos ou frases e apresentando uma história onde seu lado é sempre inocente, enquanto os erros e crimes pertencem ao outro lado. É possível contar uma mentira ao reunir pequenos fragmentos da verdade.
. . . . A solução de dois Estados precisa ser mantida e buscada inequivocamente sendo essenciais para o seu sucesso condições como continuidade territorial, segurança, fronteiras reciprocamente reconhecidas e caráter nacional dos dois Estados.
. . . . Apenas dizer que você é um pacifista não significa absolutamente nada. Afinal de contas alguém sairia por aí dizendo “Eu sou contra a paz?”. Apoiar realmente a paz significa se aproximar do outro e reconhecê-lo como um igual. Acredito que o que cada mão e pai deseja - independente de ser judeu, islâmico, católico, protestante, budista – para si é ter e criar os seus filhos com uma casa, comida e educação. Em nada, nada, somos diferentes.