sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Conflito árabe-israelense II


. . . . Como foi dito anteriormente sobre o conflito entre os árabes e os israelenses, ambos os povos tem direito a esse terra, ambos os direitos são amplamente reconhecidos pela comunidade das nações e nenhum dos povos está disposto a abrir mão desse direito. E o que tem sido feito a respeito?
. . . . Antes de falarmos sobre o que tem sido feito é necessário pensarmos sobre o que pode ser feito a respeito. Quanto a isso temos quatro soluções possíveis para o conflito: 1) os árabes ficam com toda a terra; 2) os judeus ficam com toda a terra; 3) a criação de um Estado bi-nacional para judeus e árabes viverem juntos; 4) divisão da terra para criação de dois Estados para dois Povos.
. . . . As soluções 1 e 2 envolveriam a eliminação de um dos lados pelo força. Apenas um genocídio e deportação em larga escala poderia trazer tal cenário o que torna as duas primeiras opções inviáveis. Muito provavelmente optar por uma dessas soluções – se é que podemos chamá-las de soluções – faria com que ambos os lados lutassem entre si causando destruição mútua.
. . . . A solução 3, o Estado bi-nacional, poderia até soar atraente na teoria, mas irrevogavelmente seria impraticável dado o nível de tensão e ódio que existe entre as partes. Sem falar que esse tipo de solução contraria os anseios por autonomia e auto-determinação de cada um dos povos.
. . . . Sendo assim a única possibilidade de alcançar uma paz duradoura seria através da existência de dois Estados independentes, Israel e Palestina, vivendo lado a lado com fronteira seguras e mutuamente reconhecidas.
. . . . Essa foi a idéia proposta no Processo de Oslo, mas infelizmente todos nós sabemos onde ele chegou. Porém é importante se ter em mente que Oslo não falhou porque as suas premissas estavam erradas. Dois Estados para dois povos é a única chance de paz para região. Foram outros os motivos e cada lado costuma culpar o outro. Palestinos culpam a visita de Sharon ao Monte do Templo, os assentamentos de Israel na Cisjordânia e Gaza e os bloqueios israelenses com punições coletivas. Os judeus culpam a recusa de Arafat às propostas de Barak em Camp David, os atentados terroristas palestinos e os incitamentos dos palestinos à violência e ódio por meio da educação (veja a foto anexada de uma criança palestina vestida para guerra). Sintam-se a vontade para julgar quais atos você considera mais imorais e injustos ou quem tem razão aqui. Cada lado faz uma contagem diferente de sangue e culpas. Cada lado costuma escolher diferentes fatos para divulgar ou omitir. De qualquer forma, é importante ter em conta qua boa parte de ambos os lados perdeu a confiança e a crença no comprometimento do outro com a solução de dois estados, frustrando-se com o processo de Oslo.
. . . . A primeira coisa que pode e deve ser feita daqui em diante é combater a intolerância, pois existe gente dos dois lados que se recusa a aceitar os direitos humanos e nacionais do outro. Esses grupos precisam ser contestados de dentro. Tanto os palestinos quantos os israelenses devem dizer não aos seus própios membros intolerantes e as suas formas violentas de manter o conflito aceso. Devemos rejeitar os slogans “Islã = terrorismo” ou “Sionismo = racismmo” que põe toda a culpa num só lado. Algumas pessoas tentam manipular a opinião pública selecionando alguns fatos ou frases e apresentando uma história onde seu lado é sempre inocente, enquanto os erros e crimes pertencem ao outro lado. É possível contar uma mentira ao reunir pequenos fragmentos da verdade.
. . . . A solução de dois Estados precisa ser mantida e buscada inequivocamente sendo essenciais para o seu sucesso condições como continuidade territorial, segurança, fronteiras reciprocamente reconhecidas e caráter nacional dos dois Estados.
. . . . Apenas dizer que você é um pacifista não significa absolutamente nada. Afinal de contas alguém sairia por aí dizendo “Eu sou contra a paz?”. Apoiar realmente a paz significa se aproximar do outro e reconhecê-lo como um igual. Acredito que o que cada mão e pai deseja - independente de ser judeu, islâmico, católico, protestante, budista – para si é ter e criar os seus filhos com uma casa, comida e educação. Em nada, nada, somos diferentes.

2 comentários:

  1. É, nem só de poesia vive as pessoas não é mesmo?
    Muito interessante conhecer esse lado seu. Não menos sentimental mais muito menos individual.

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  2. É muito trsite o que vem acontecendo. Mas o que podemos fazer a respeito? Quem pode fazer alguma coisa não faz nada.

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